Circuito Estadual das Artes
                                                                 apresenta:
Sucesso de crítica e público, espetáculo faz apresentação única em Petrópolis
dia 26 de julho no Theatro D. Pedro!
Sucesso de crítica e público em temporadas no Rio e em São Paulo, a divertida comédia Acorda Zé! A comadre tá de pé!¸do Grupo Moitará, circula pelo interior do estado do Rio de Janeiro como parte do projeto Circuito Estadual das Artes. Dia 26 de agosto, terá apresentação única no Theatro Dom Pedro, em Petrópolis, às 19h30. Ingressos a R$ 10. Criada a partir de cinco contos populares brasileiros (O Vaqueiro que não mentia, A história de João Grilo, As Aventuras de Pedro Malazarte, O Preguiçoso, A Comadre Morte) e da relação que os personagens destes contos possuem com os tipos da commedia dell’arte, a comédia Acorda Zé! A comadre tá de! marca os 22 anos de trajetória do grupo carioca, tendo patrocínio da Eletrobrás, direção e texto de Venício Fonseca. O elenco é formado pelos atores Erika Rettl (que interpreta dois personagens, a sertaneja Maria e o guloso Coronel Leitão), Fabiano Manhães (Zé-di-Riba), André Marcos (Conselheiro), Mariana Bernardes Baltar (Caetana) e Diogo Borges (responsável pelos efeitos da sonoplastia ao vivo).
Somando uma interpretação extremamente vigorosa (que exige dos atores movimentação quase frenética e também execução da trilha sonora em cena), Acorda Zé! A comadre tá de pé é diversão garantida. Uma curiosidade: parte dos diálogos é também interpretado em LIBRAS, linguagem de sinais para surdos, experiência inédita na cena teatral, desdobramento do Ponto de Cultura ‘Palavras Visíveis’, que o Grupo Moitará desenvolve com atores surdos no Rio de Janeiro.
A montagem resulta de 18 anos de pesquisa do Grupo Moitará, especializado na linguagem da máscara teatral através da commedia dell’arte italiana. Inclusive, 3 das 4 máscaras foram criadas pelo consagrado mestre italiano Donato Sartori, uma das maiores sumidades do assunto no mundo.
Em cena, o público assiste a epopeia de um personagem malazarteano – Zé-di-Riba, um cordelista contador de causos, preguiçoso que só. Na aurora de mais um dia no sertão, Maria, mulher de Zé-di-Riba, escuta no rádio a notícia de um eclipse e avisa ao marido sua preocupação com o fenômeno. E quando o eclipse faz o dia virar noite, Zé-di-Riba adormece em sua rede e sonha que está procurando emprego na casa de um fazendeiro espertalhão, o “Coroné” Leitão. É o suficiente para ter início uma história fabulosa e onírica, em que os personagens fazem de tudo para se livrar da Comadre Caetana, a Morte.
“Criamos um espetáculo farsesco que retrata o universo cultural brasileiro, fazendo um paralelo da nossa cultura e personagens da commedia sell’arte. Dentre as fontes que servem de estrutura para o texto estão a obra do Ariano Suassuna, Câmara Cascudo, Sílvio Romero, entre outros”, destaca o autor e diretor Venício Fonseca. Para contar a história, aliaram-se ao Moitará artistas do primeiro time das artes cênicas, entre outros, o iluminador Djalma Amaral, o cenógrafo e figurinista Carlos Alberto Nunes, o bonequeiro Márcio Newlands, o diretor musical Mauro Menezes e a caracterizadora Mona Magalhães.
A trilha é executada em cena pelos atores, com direito a rabeca, sanfona, caixa do divino, pandeiro, triângulo, violão e viola. Durante o processo de trabalho, o elenco teve aulas de ioga da voz com Alba Lírio, de ritmo com Bethi Albano e também fez uma imersão para a preparação de arranjos do cancioneiro popular brasileiro com Fátima Rodrigues.

Sobre o Grupo Moitará
Moitará é um termo kamaiurá que significa troca, escambo, comércio e é também a única ocasião em que diferentes tribos indígenas do Alto Xingú acampam no mesmo local para realizar trocas de artefatos. O Moitará subsiste como forma estimuladora de contatos e é também uma oportunidade para que haja o confronto e a auto-afirmação dos grupos como entidades distintas. É esta a dimensão que o nome dá ao Grupo Teatral Moitará, um espaço de trocas, de valorização das diferenças culturais. Com uma efetiva participação na cena teatral brasileira, através de festivais nacionais e internacionais, mostras, etc, quer por seus espetáculos, quer por sua atuação pedagógica, o Grupo Moitará democratiza os conhecimentos sobre a Linguagem da Máscara e contribui, assim, para o desenvolvimento cultural do país.
Tendo no repertório espetáculos como Quiprocó, Rifinfim no Medelin, Máscaras EMcena, Imagens da Quimera, A Máscara na Energia do Ator, o Moitará também tem em sua sede, na Lapa, RJ, um Ponto de Cultura, voltado para atores surdos, que participam do projeto “PALAVRAS VISÍVEIS”.
 
ACORDA ZÉ! A Comadre tá de pé! – Grupo Teatral Moitará.
Texto e Direção: Venício Fonseca. Com Erika Rettl, Fabiano Manhães, André Marcos, Mariana Bernardes Baltar e Diogo Borges. Duração: 55 minutos. Classificação etária: 10 anos.

SERVIÇOLocal: Theatro Dom Pedro - Petrópolis
Data: 26/08 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Endereço: Praça Expedicionários, s/n° - Centro
Telefone: (24) 2235-3833
Ingresso a preço popular: R$ 10,00 (inteira) / R$ 5,00
Capacidade: 460 lugares
"ACORDA ZÉ! A Comadre tá de pé!" – Com o Grupo Moitará

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