Nesta segunda-feira, 8 de novembro, o Museu Imperial dá início ao restauro do Pórtico em Cantaria da fachada principal do Palácio. A intervenção é necessária devido ao grau de deterioração em que se encontra aquela antiga estrutura do Palácio, causada pelas condições ambientais e por intervenções inadequadas realizadas ao longo do tempo.
Devido ao Pórtico ter sido construído em granito, seu restauro requer mão de obra técnica especializada e, por isso, foi realizada uma licitação específica. A empresa vencedora foi o Atelier Histórica Arquitetura e Restauração, a mesma que trabalhou nos restauros do Theatro Municipal, da Casa França-Brasil e da Casa Daros, no Rio de Janeiro.
Andrea Polônio, restauradora da empresa contratada, trabalha com patrimônios tombados há 14 anos e destaca a importância da mão de obra especializada. “A metodologia deve ser a menos agressiva possível, respeitando a integridade do material”. Conforme explicou, o método a ser usado no Pórtico será o mesmo utilizado em outros monumentos de pedra pelo mundo, como, por exemplo, a Catedral de Notre Dame, na França.
A intervenção conta com aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A anuência desse órgão é importante para garantir que a conservação seja feita de forma correta e não prejudique a estrutura.
A diretora do Escritório Técnico do Iphan - Região Serrana, Erika Machado, ressalta que o órgão apoia iniciativas como essa, de conservação e restauração de bens tombados. “São essas ações periódicas que permitem a preservação dos bens culturais e sua sobrevivência para futuras gerações. O Museu Imperial é um bem de importância não só local, mas também nacional”, declarou.

Alteração no acesso
Devido ao Pórtico estar na principal entrada do Museu Imperial, o acesso será alterado, garantindo a segurança do público durante todo o período da obra. A entrada e a saída do Palácio passarão ocorrer pela sala de exposições temporárias, na ala direita do prédio.

O Pórtico
O Pórtico de Pedra, elemento de grande importância na arquitetura do Palácio, foi construído no final da primeira metade do século XIX, fazendo parte de uma tradição em cantaria do Brasil.
Nas mais antigas e nobres edificações brasileiras, a pedra era aplicada nas alvenarias e na decoração das fachadas e interiores. Quanto maior a riqueza ornamental em pedra, mais importante e imponente era a edificação. A escolha do tipo de rocha a ser utilizada variava conforme o serviço a ser executado e a região do país. No caso do Pórtico do Palácio Imperial, o material escolhido foi o granito.
Constituído por uma estrutura em abóbada, o Pórtico tem apoiado sobre ele um terraço (ou varanda) guarnecido por balaustradas, intercaladas com pedestais encimados por jarrões em mármore. Os arcos que compõem o conjunto são ladeados por pilastras de inspiração jônica, o que remete ao gosto neoclássico predominante naquela época.

O restauro
A intervenção em um bem de tamanha importância histórica deve ser sempre amparada por critérios claros. As discussões e teorias atuais preconizam o atendimento a três elementos básicos para a execução de restaurações arquitetônicas: mínima intervenção, compatibilidade e reversibilidade.
Atendendo a estas diretivas e considerando os materiais em questão, foi estabelecida uma linha de conduta para intervenção que resgate a integridade do conjunto e respeite os limites de historicidade impressos em sua superfície.

SERVIÇO
Museu Imperial
Endereço: Rua da Imperatriz, 220 – Centro - Petrópolis, RJ
Visitação: de terça a domingo, das 11h às 18h
Preços:
Adultos: R$ 8,00
Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00
Menores de 7 anos e maiores de 80: gratuito
Moradores de Petrópolis, às quartas-feiras e no último domingo do mês: gratuito

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