Buscando sempre se recriar através de autores e obras, a Editora Vozes comemora 110 anos de existência, no dia 05 de março, levando para o mercado editorial livros de qualidade, referência em diversas áreas do conhecimento, entre elas, Filosofia, Sociologia, Educação e Psicologia.
Empreendedora, comprometida com a cultura e a evangelização, é assim que se pode definir a empresa Editora Vozes Ltda. Com sede em Petrópolis, Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro, possui moderno parque gráfico e seus livros e revistas chegam a todo o Brasil e a Portugal através de 13 centros de distribuição, de sua rede de livrarias e sucursal em Lisboa, detalhou o Diretor Presidente, Frei Antônio Moser.
O catálogo da Editora Vozes soma mais de 2 mil títulos ativos, número este que é acrescido a cada mês com uma média de 15 lançamentos. Ao longo dos anos, as linhas de publicação da Editora Vozes passaram a ser reconhecidas por sua seriedade e consistência, consolidando assim uma liderança editorial em diversas áreas do conhecimento como: Pedagogia, Filosofia, Psicologia, Sociologia, Antropologia, Ciências Políticas, Dinâmicas de grupo, Metodologia de ensino e pesquisa, História, Comunicação, Letras, Serviço Social, Ecologia, Saúde, Teologia, Sagrada Escritura, Liturgia, Espiritualidade, Literatura de autoconhecimento, Franciscanismo, Devocionais, Catequese, Pastoral e Ensino Religioso.
“Todos sabemos o quão difícil é estabelecer uma relação estável entre pessoas, instituições e nações. Entretanto, todos sabem igualmente que este é o sonho das pessoas, das instituições e das nações. Este é ainda o sonho das corporações. Por conseguinte, este é também o sonho da Editora Vozes: formar um corpo, onde cada um dos membros é importante para a consecução do todo. Ainda mais que a Editora Vozes tem como missão contribuir para que todos os sonhos das pessoas, instituições e nações possam se transformar numa realidade” explicou Moser.
O entusiasmado Diretor Presidente da instituição, Frei Antônio Moser, afirma que para que os sonhos se transformem em realidade não basta sonhar: é preciso trabalhar no sentido de construir bases e laços através dos quais todos contribuem para um mesmo fim e todos recebam os frutos daquilo que é conseguido em conjunto. “Num mundo permeado de tensões, divisões e conflitos é preciso sonhar, como também é preciso lutar para que nossos sonhos se tornem realidade”, enfatizou.
Na área Filosófica, a Vozes possui coleções de clássicos e introdutórias que merecem destaque. A Série Compreender inicia o leitor em nomes como Adorno, Aristóteles, Habermas, Gadamer, Nietzsche; A Textos Filosóficos e Pensamento Humano apresentam obras escolhidas e significativas de pensadores da antiguidade aos tempos modernos.
Em Sociologia, conta com a coleção de mesmo nome que reúne contribuições importantes desta disciplina para análise da sociedade moderna e mostra as grandes correntes teóricas e suas especialidades, bem como estudos de esferas específicas da vida social. A coleção apresenta os grandes nomes da sociologia como: Durkheim, Weber, Talcot Parson, Erving Goffman, Niklas Luhmann, entre outros.
A Educação também ganha destaque com os textos de formação de professores, atividades para sala de aula e pedagogia. Possui várias coleções, entre elas, Textos Fundantes de Educação, Educação e Conhecimento, Como Bem Ensinar, entre outras.
Em 2010 foi reconhecida nacionalmente na mídia especializada por trazer para o Brasil O Livro Vermelho, de Carl Gustav Jung, considerada uma das publicações mais importantes na área da psicologia nas últimas décadas. E aproveitando também que no dia 06 de junho deste ano comemora-se 50 anos da morte de Jung, a Editora Vozes está relançando a “Obra Completa” do autor. Esta reedição chega ao mercado melhorada em diversos aspectos, tais com uma nova diagramação e arte gráfica, visando fazer jus à importância do eminente psiquiatra suíço. Além disso, foi adequada às novas normas ortográficas e alguns ajustes foram implantados no texto, decorrentes de uma necessária padronização entre os volumes.
Além destas obras de inquestionável envergadura acadêmica e intelectual, a Editora investe em publicações na área religiosa, catequese, autoconhecimento e espiritualidade que tem como um de seus principais autores Anselm Grün, com títulos bastante conhecidos como O céu começa em você, Cada pessoa tem um anjo, O livros das respostas, entre outros.
Retratando a importância da Editora Vozes no cenário editorial do Brasil é impossível deixar de lembrar que é a Vozes que publica o tão conhecido Almanaque Santo Antônio e a Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, que há 71 anos estão presentes em milhares de lares.
E mesmo diante de toda essa história, criou e mantêm ativa o Selo Nobilis, uma linha editorial especial que tem o objetivo de publicar obras diferenciadas com uma qualidade superior e alto valor agregado, com importantes autores, entre eles Leonardo Boff e Mario Sergio Cortella.
Desta forma, a Vozes reafirma sua missão de oferecer sempre produtos editoriais de boa qualidade, visando atender o mais diverso público.

UM POUCO DE HISTÓRIA
1901 – A Typographia da Escola Gratuita São José foi fundada por Frei Inácio Hinte no dia 5 de março. Após uma reforma completa, a primeira máquina da tipografia funcionou inicialmente para imprimir cartões de visita para o guardião do Convento do Sagrado Coração de Jesus.
1907 – A tipografia da Escola decide criar uma revista católica de cultura. Frei Ambrósio, na época assinante do jornal alemão Stimmen der Zeit (Vozes do Tempo), sugeriu Vozes de Petrópolis, que foi aceito e deu origem ao nome atual da Editora.
Neste mesmo ano a Typographia começa a publicar os primeiros livros. Entre eles, Cecília, que marcou o ingresso da "Vozes" como editora de músicas. Mais tarde passou a se chamar Cecília: manual de cânticos sacros.
1911 – Motivados pelo sucesso da revista Vozes de Petrópolis, a Typographia da Escola Gratuita São José muda de nome, passando a se chamar Administração das “Vozes de Petrópolis”.
1912 – Fundada a revista Echo Seraphico, que era destinada aos membros das fraternidades da Ordem Terceira. Ficou em circulação até 1958, dando lugar à revista Paz e bem.
1917 – A Administração da revista Vozes de Petrópolis, suspende suas atividades no contexto da Primeira Guerra Mundial, pois algumas opiniões publicadas defendendo a posição dos alemães causaram descontentamento aos leitores. Vários assinantes, que cancelaram sua assinatura por não concordarem com a postura da revista, levaram a Editora à suspensão temporária de sua publicação.
1923 – Apesar de enfrentar um período de turbulências, a Administração das "Vozes de Petrópolis" continuou crescendo e em 1923 já possuía um amplo catálogo com publicações em áreas variadas.
1927 – Inicia-se o processo de ampliação do parque gráfico. Foi encomendada uma máquina de composição Intertype, uma nova máquina de dobrar e mais uma de dourar a fogo. (Naquela época era muito comum produzir livros encadernados com o título dourado na lombada.)
Nesta épóca, com o aumento da produção, os Admistradores das "Vozes de Petrópolis" começaram a investir em divulgação. Criaram o Arauto, jornal bimestral que continha resenhas dos lançamentos das "Vozes" e artigos de reflexão.
1934 – É lançada a tradução completa do Novo Testamento, versão baseada no texto em grego mais antigo, reproduzido com a maior fidelidade possível o pensamento dos textos originais.
1936 – O Deputado Mário Alves apresentou o Projeto de lei 208/1936, considerando de utilidade pública as oficinas gráficas das "Vozes de Petrópolis", com a justificativa de que "há cerca de 40 anos os franciscanos mantêm escolas primárias gratuitas nesta cidade".
1939 – A Administração das “Vozes de Petrópolis” modifica a razão social da empresa passando a se chamar “Editora Vozes Ltda.”
1940 – Lançada a primeira edição da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, que é editada até hoje. Ainda neste ano foi aberta a primeira filial da Editora Vozes, na cidade do Rio de Janeiro. Dois anos depois, foi aberta outra em São Paulo.
1941 – Fundada a resvista REB - Revista Eclesiástica Brasileira. Nasceu com o objetivo de "colocar-se no nível das grandes revistas eclesiásticas de outros países" e ser um ponto de referência para o clero brasileiro, como uma revista científica e prática, adaptada às necessidades da época e do país.
1949 – Mais duas máquinas de impressão foram adquiridas: CE Kelly, da ATF, de Nova York, com capacidade para imprimir 5 mil folhas por hora.
1950 – A Vozes ultrapassa a marca de dois milhões de livros produzidos.
1951 – A Editora Vozes celebrou em 5 de março o seu Jubileu de Ouro. Entre outras homenagens, recebeu a Bênção Apostólica do Papa Pio XII.
1957 – Depois da abertura de uma filial no Rio de Janeiro em 1940 e em São Paulo no ano de 1942, a fundação de outra loja em Belo Horizonte em 1957, marcou ainda mais a expansão comercial da Editora.
1962-1965 – A Editora Vozes foi pioneira na publicação dos documentos do Concílio Vaticano II.
Também em 1962, com o parque gráfico em constante crescimento, foi autorizada pela Província a importação de uma máquina offset, da Alemanha. Esta aumentou a capacidade de produção, chegando a imprimir um caderno de 64 páginas de cada vez.
1968 – A Editora Vozes abre sua quarta filial, localizada na cidade de Porto Alegre, RS, dando início a uma política mais avançada de comercialização dos produtos.
1971 – A Editora Vozes recebe da CBL (Câmara Brasileira do Livro) o título de “Editora do Ano”.
1972 – É publicado o livro Jesus Cristo libertador, de Leonardo Boff, um marco para a cristologia.
1974 – Dá-se início à tradução das Obras Completas de Carl Gustav Jung, um dos principais psicólogos e estudiosos da mente humana do século XX. Inaugurada a filial de Brasília.
1975 – Inaugurada a filial situada em Recife.
1976 – É lançado o livro O corpo fala, de Pierre Weil. Também é traduzido o livro Vigiar e Punir, do pensador francês Michel Foucault.
1977 – Inaugurada a filial de Curitiba.
1978 – Foi lançado o Almanaque Popular Santo Antônio, hoje Almanaque Santo Antônio.
1981 – Lançado o livro 1964 A conquista do Estado, de René Armand Dreifuss.
1982 – É lançado o livro Minutos de sabedoria, de Carlos Torres Pastorino. Também é traduzida a Bíblia Sagrada.
1983 – Aberta mais uma filial, desta vez em Fortaleza.
1985 – Lançamento do livro Brasil: nunca mais. Inaugurada a filial em Salvador.
1986 – Foram inauguradas mais duas filiais: uma em Juiz de Fora e a outra em Cuiabá.
1988 – Passou a funcionar a livraria de Goiânia
1989 – Implantação do slogan “Uma vida pelo bom livro”.
1992 – Inaugurada a filial de Londrina.
1997 – Publicado o livro A águia e a galinha, de Leonardo Boff. Ainda neste ano é lançada a tradução portuguesa de O Ser e o Nada, de Jean-Paul Sartre. Inauguradas mais duas filiais: uma situada em Florianópolis e outra em Manaus.
1998 – Foi aberta a Sucursal da Editora Vozes em Lisboa, Portugal, e a filial de São Luís, no Maranhão.
2001 – Publicado o livro Editora Vozes 100 anos de história, em comemoração ao centenário de fundação da editora.
2005 – Lançamento do selo Vozes Nobilis, um selo de publicações especiais dentro do catálogo Vozes. Com o objetivo de atingir a um público mais amplo, sem afastar-se das temáticas tradicionalmente presentes em nosso catálogo, o selo Nobilis possui obras de cunho existencial, filosófico e espiritual que primam pela qualidade de seu conteúdo e sua contribuição para o aperfeiçoamento pessoal e profissional dos leitores. Elas visam, também, fazer uma ponte entre o conhecimento erudito e a prática, entre o saber acadêmico e sua aplicabilidade, agregando valor e sentido ao dia a dia dos leitores
2009 – Já com uma visão moderna e mais empreendedora, a Editora Vozes adquiriu uma impressora 4 cores de última geração. Uma offset Speedmaster Heidelberg, da Alemanha, com capacidade para imprimir 13 mil folhas por hora.

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