Obra lança nova teoria sobre a morte do escritor e sua esposa

Mais de 60 pessoas participaram do lançamento do livro “Lotte & Zweig”, do escritor Deonísio da Silva, nesta segunda-feira (19), no Cineteatro do Museu Imperial. Antes da noite de autógrafos, houve a Aula Magna dos cursos de Letras e Pedagogia da Universidade Estácio de Sá, ministrada pelo próprio Deonísio – professor da instituição. Este foi o primeiro livro dele lançado na cidade. A obra relata as últimas horas da vida do casal Stefan Zweig e Lotte Altmann.
“Escolhi Petrópolis porque, além de ser o local onde os fatos ocorreram, queria estar mais perto dos alunos, ter o contato direto com os estudantes, e esta foi uma excelente oportunidade”, afirmou Deonísio. O autor ainda destacou que a inspiração para a retratar os fatos através de almas femininas – neste livro, Lotte – veio dos tempos de escola. “Estudei em um colégio de padres, e quase não tinha contato com elas, era algo muito rígido. Por isso, sempre tive uma curiosidade em entendê-las”, explica. 
Lotte esteve do lado do marido em todos os momentos. Na obra, Deonísio revive as dramáticas últimas horas da noite de 22 de fevereiro de 1942. Com uma narrativa passional, o autor joga luz sobre os fatos e lança uma nova teoria, que contrapõe a versão oficial que indicava duplo suicídio: a de que Lotte e Stefan teriam sido assassinados pelos nazistas.
Zweig nasceu em Viena, em 28 de novembro de 1881. Desde cedo soube que queria seguir a carreira literária. Desde os 16 anos já publicava poemas. Com o tempo e a Primeira Guerra Mundial, Zweig se tornou um grande humanista, apartidário, que lutava por uma Europa integrada.
Em setembro de 1941, saiu da Europa e se mudou com Lotte, sua segunda esposa, para o que havia chamado, em livro dedicado, de “País do Futuro”. Stefan Zweig escolheu Petrópolis e alugou uma pequena casa na Rua Gonçalves Dias, nas Duas Pontes. Desgostoso com os rumores de que teria se “vendido” ao governo brasileiro para escrever o seu livro sobre o país e com o mundo mergulhado em guerra, Zweig foi se tornando cada vez mais deprimido.
Sobre Deonísio da Silva
Deonísio da Silva é escritor, professor, vice-reitor da Universidade Estácio de Sá, diretor da TV Estácio e mantém colunas semanais na revista Caras, no Observatório da Imprensa e na Rádio Bandnews FM. Doutor em Letras pela USP, tem 34 livros publicados, alguns deles já traduzidos em diversos países, adaptados para teatro e televisão, e premiados nacional e internacionalmente.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.