Desejo, medo, dor… Pequeninas e invariáveis palavras-frase – quando ditas ou escritas – exprimem com clareza esses e outros estados emocionais, de espírito e até sensações.
Pensando usufruir desse papel em seu universo afetivo, a artista visual Juliana Brasil desloca o que veio chamar de função-expressão, do verbal para o material, visual, plástico.
Criando em técnicas variadas, evoca um contexto estético discursivo, passível de dar conta de um desabafo em que o sujeito artista passional toma o observador-interlocutor por confidente.
Propondo um diálogo íntimo que estabeleça a troca entre a obra intrepidamente nua e o espectador – severo, amistoso, ou indulgente – à própria escolha e jugo, é claro!
Expressões de espanto, estímulo ou terror tomam forma enquanto matéria e “luz”, compondo toda uma subjetividade integralmente confiada ao público. “Meu avesso extrapolo em forma.”

SERVIÇO
Exposição: “Interjeição – Materialidade Emotiva”
Data: de 13 de setembro à 5 de outubro

Local: Galeria Djanira do Centro de Cultura Raul de Leoni

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