Evento inclui pela primeira vez mostra de filmes no Rio e em Petrópolis, cidade que também promove o III Encontro do Patrimônio Fluminense

Atuação conjunta de várias instituições científicas e culturais, a Semana Fluminense do Patrimônio (www.patrimoniofluminense.rj.gov.br) visa promover e ampliar o conhecimento da população sobre o patrimônio de cada município, em suas diversas formas de expressão. Nesta terceira edição, apresenta como tema “Patrimônio Cultural: Valores em Risco”. A programação inclui pela primeira vez a mostra de Cinema Memória em Movimento, de 17 de agosto a 1º de setembro – sessões entre 17 e 21 de agosto no Palácio Itaboraí (foto) e no Museu Imperial, em Petrópolis -, com documentários de curta, média e longa-metragem. O tema central é o patrimônio cultural brasileiro (música, dança, festas populares, ritos indígenas e afro-brasileiros, artesanato, etc.), principalmente, o patrimônio material e imaterial fluminense. No Rio de Janeiro, a Mostra será no Centro Cultural Justiça Federal e no Museu do Meio Ambiente, entre 28 de agosto e 1º de setembro. 
Petrópolis também recebe - de 23 a 25 de agosto no Palácio Itaboraí - o principal evento acadêmico da Semana com palestras e debates: o III Encontro do Patrimônio Fluminense. A primeira conferência será feita por Carlos Machado de Freitas, pesquisador titular da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), da Fiocruz. Ele vai apresentar o tema “Mudanças Climáticas Globais e Riscos Locais”.
A cerimônia de abertura da III Semana Fluminense do Patrimônio - no dia 16 de agosto, às 18 horas, no Centro Cultural Justiça Federal, na capital fluminense - terá como mestre de cerimônia a atriz e cantora Zezé Motta. Na ocasião será exibido o curta-metragem "O mestre Adorcino e a técnica do estuque ornamental", uma iniciativa da Casa de Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dirigido por Cristiana Grumbach como parte do projeto "Mestres e ofícios da construção tradicional brasileira". É uma homenagem ao trabalho do mestre que morreu em setembro de 2011 aos 84 anos, depois de 25 anos dedicados à Fiocruz colaborando na restauração dos edifícios históricos da instituição e como instrutor nos cursos da Oficina-Escola de Manguinhos.
A Semana oferece ainda o concurso cultural “Olhares sobre o patrimônio fluminense 2013 – fotografia e poesia”, nas categorias infanto-juvenil (de 11 a 17 anos) e adulto (a partir de 18 anos). Este ano apresenta os temas: O patrimônio da Região Serrana do Rio de Janeiro, Fragmentos de Memória e Memória Preservada. As inscrições estão abertas até o próximo dia 12 de agosto.
Com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura  do Rio de Janeiro e da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), as seguintes instituições participam da III Semana Fluminense do Patrimônio: Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro; Casa de Oswaldo Cruz/ Fundação Oswaldo Cruz; Fundação Casa de Rui Barbosa; Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN; Instituto Estadual de Patrimônio Cultural – Inepac; Jardim Botânico do Rio de Janeiro; Museu de Astronomia – MAST; Museu Nacional/UFRJ. O evento conta ainda com a colaboração do Fórum Itaboraí: Política, Ciência e Cultura na Saúde; do Museu Imperial; do Museu do Meio Ambiente; do Centro Cultural Justiça Federal e VideoSaúde Distribuidora, além do apoio da Capes (MEC).

Histórico
A cada ano, um tema principal é escolhido para orientar os debates sobre a preservação dos acervos e patrimônio do Estado do Rio de Janeiro, visando incluir a pauta na agenda do governo, da imprensa e da sociedade civil. Instituições de ensino, culturais, governamentais, científicas, grupos e pessoas físicas que integram manifestações culturais de todo o estado podem inscrever atividades e eventos na programação. A ideia é que cada município desenvolva ações voltadas à divulgação dos acervos e à valorização da identidade e memória local.
A iniciativa começou em 2006, quando a Casa de Oswaldo Cruz, unidade da Fiocruz dedicada a preservar e valorizar o patrimônio cultural da saúde, promoveu uma Semana de Patrimônio para despertar na comunidade de funcionários o interesse pela valorização dos acervos culturais e científicos sob sua guarda. A partir de 2011, o evento extrapolou a instituição de origem e passou a ocorrer em todo o estado. Desde então, os temas discutidos ampliaram seu alcance e, em 2012, houve o aumento do número de municípios participantes.

Programação - Mostra de Filmes “Memória em Movimento” (Petrópolis)
Palácio Itaboraí (Rua Visconde de Itaboraí, 188 – Valparaíso)

17/08/2013
“Corumbiara” – 17h
Direção: Vicente Carelli, documentário, 2009, 117 min.
Em 1985, o indigenista Marcelo Santos, denuncia um massacre de índios na Gleba Corumbiara (RO), e Vincent Carelli filma o que resta das evidências. Bárbaro demais, o caso passa por fantasia, e cai no esquecimento. Marcelo e sua equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois, “Corumbiara” revela essa busca e a versão dos índios.
“Vou Rifar Meu Coração” – 19h
Direção: Ana Rieper, documentário, 2011, 78 min.
O imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música romântica, também conhecida como brega, cujas letras formam verdadeiras crônicas dos dramas da vida a dois. Os temas das músicas se relacionam com as histórias amorosas de pessoas comuns, que abrem suas casas e corações para contá-las. O filme ainda ouve os principais artistas do gênero.

18/08/2013
“Ovos de Dinossauro na Sala de Estar” -  17h
Direção: Rafael Urban, documentário, 2011, 12 min.
Viúva de um colecionador de material paleontológico, a alemã radicada no Brasil Ragnhild Borgomanero, de 77 anos, dedica se a preservar a memória e o acervo do marido, que reuniu a maior coleção particular de fósseis da América Latina. Autodidata, ela aprendeu a manejar ferramentas tecnológicas para levar adiante sua missão, em torno da qual construiu um poderoso discurso. A obra explora a relação entre memória pessoal e história coletiva.
“Morro da Conceição” – 17h
Direção: Cristiana Grumbach, documentário, 2005, 86 min.
Uma equipe de cinema filmou conversas com 8 dos cerca de 4 mil moradores do Morro da Conceição, os mais velhos, com idades que chegam a 97 anos, nascidos ali e filhos de portugueses. Esses senhores e senhoras narram histórias de suas vidas, inevitavelmente atravessadas pelas histórias da cidade e do país.
Mestres da Arquitetura Brasileira Moderna
“Niemeyer – a vida é um sopro” – 19h
Direção: Fabiano Maciel, documentário, 2007, 90 min.
O filme narra a história de Oscar Niemeyer, um mais reconhecidos arquitetos brasileiros. De forma descontraída trata de arquitetura, histórias do arquiteto, luta política e de sua paixão pelas mulheres. No documentário, são exibidas  imagens de muitas de suas obras: a Casa das Canoas, o Palácio do Planalto, a Sede do Partido Comunista Francês, a Universidade de Constantine, o MAC Niterói, entre outras.
Auditório do Museu Imperial (Rua da Imperatriz, 220 - Centro – Petrópolis)

19/08/2013
Seleção Etnodoc
“Quebradeiras de Coco Babaçu” – 19h
Direção: Evaldo Mocarzel, documentário, 2008, 26 min.
Focaliza as tradições seculares, as estratégias de sobrevivência e a rica cultura das quebradeiras de coco de babaçu da região do Bico do Papagaio, onde os Estados do Maranhão, Tocantins e Pará se encontram.
“As Benzedeiras de Minas” – 19h
Direção: Andréa Tonacci, documentário, 2008, 26 min.
Através de depoimentos, três reconhecidas benzedeiras católicas do Estado de Minas Gerais dão uma visão de sua história e práticas, expondo e revelando uma tradição de medicina popular cuja existência e eficácia tende a desaparecer no processo de urbanização e desenraizamento de valores culturais e religiosos tradicionais.
“Transbordando” – 19h
Direção: Kiko Goifman, documentário, 2008, 26 min.
Retrata a vida e a obra da família de bordadeiras Diniz Dumont, integrantes do Grupo “Matizes Dumont” que é hoje uma referência na região de Pirapora, norte de Minas Gerais, na beira do Rio São Francisco.

20/08/2013
“Alma Carioca – um choro de menino” – 14h30
Direção: William Côgo, animação, 2002, 5 min.
Menino que vive na zona portuária do Rio de Janeiro da década de 1920 testemunha o surgimento do Choro, quando encontra os grandes mestres pioneiros do gênero.
“Maré Capoeira”
Direção: Paola Barreto Leblanc, ficção, 2005, 14 min.
Maré é o apelido de João, um menino de dez anos que sonha ser mestre de capoeira como seu pai, dando continuidade a uma tradição familiar que atravessa várias gerações.
“MARANGMOTXÍNGMO MÏRANG: das crianças Ikpeng para o mundo” – 14h30
Direção: Kumaré Ikpeng, Karané Ikpeng, Natuyu Yuwipo Txicão, documentário, 2001, 35 min.
Quatro crianças Ikpeng apresentam sua aldeia, revelando suas famílias, brincadeiras, festas e modo de vida.
Mestres da Arquitetura Brasileira Moderna
“Reidy: A Construção da Utopia” – 19h
Direção: Ana Maria Magalhães, documentário, 2009, 77 min.
Nascido em Paris e radicado no Rio, o urbanista Affonso Eduardo Reidy é pioneiro da arquitetura moderna no Brasil. Seus planos para um Rio de Janeiro moderno e amigável tiveram efeito duradouro. O filme apresenta a obra do arquiteto em projetos como o MAM, o Aterro e Parque do Flamengo, o Conjunto Habitacional Pedregulho, com os quais, realizou sua utopia urbana e que permanecem marcos da cidade até o dia de hoje.

21/08/2013
“Yansan” – 14h30
Direção: Carlos Eduardo Nogueira, animação, 2006, 18 min.
No Candomblé, Iansã foi mulher de Ogum (senhor dos metais) com quem teve nove filhos. Porém, mais tarde, se apaixonou pelo irmão mais novo de Ogum, Xangô (senhor dos raios), que foi seu verdadeiro amor.
“As Bicicletas de Nhanderu” – 14h30
Direção: Ariel Duarte Ortega, Patricia Ferreira Keretxu, documentário, 2011, 48 min.
Uma imersão na espiritualidade presente no cotidiano dos Mbya-Guarani da aldeia Koenju, em São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul.
“Cartola: Música para os Olhos” – 19h
Direção: Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, documentário, 2007, 88 min.
História de Angenor Oliveira, mais conhecido como Cartola. Um dos mais importantes compositores da música brasileira de todos os tempos. Os diretores mostram a importância de Cartola para a música brasileira, traçando um painel do autêntico samba de origem e de seus principais expoentes.

Fonte: Assessoria de Comunicação: COC/Fiocruz


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