Oficina de culinária 

por Anna Paula Di Cicco

Um espaço cheio de carinho, cumplicidade e cuidados com os pequenos... Essa poderia ser a descrição de um abraço de mãe, do quintal da vovó ou de um passeio com a titia. Mas nós estamos falando é do Espaço Cultural Pingo de Gente! O local, que agora em junho está completando um ano, traz uma proposta diferenciada para as mamães que trabalham fora, mas não abrem mão de que os filhos sintam-se como se estivessem em casa.
Rita Coelho foi quem idealizou o espaço. E quer saber por que ele é tão especial? Porque surgiu de sua própria dificuldade! Aos 30 anos, ainda trabalhando com contabilidade, teve sua filha Julia. A pequena frequentou a creche, mas ao completar 6 anos, Rita teve muita dificuldade em preencher o tempo da filha enquanto ela trabalhava.
Durante muito tempo ela buscou uma solução e foi matutando o que seria melhor para uma criança após as atividades escolares. Decidida a se empenhar numa nova jornada e ajudar tantas mães nesse mesmo impasse, largou tudo e partiu para a pedagogia.
Não foi tão difícil assim entrar nesse novo mundo, afinal, o dom está no DNA. “Minha avó era professora, alfabetizou muita gente aqui em Petrópolis nos arredores da Praça Pasteur. Uma tia também é pedagoga e duas primas trabalham com educação”, diz Rita, cuja filha segue os passos da família e também se formou em pedagogia.
E foi assim que, aos 50 anos, Rita concretizou seu sonho e então surgiu o ‘Pingo de Gente’. Um lugar pós-escola, onde as crianças descansam, lancham, fazem suas tarefas de casa e depois descontraem, cada dia com uma atividade lúdica diferente.
“Nós fazemos oficina de pintura, aulas de culinária, dança, música, atividades com palavras, inglês, enfim, atividades pedagógicas que ajudam até mesmo na escola, no aprendizado das crianças”, explica.
O objetivo da Rita é tirar as crianças da frente da TV e estimular a criatividade, a coordenação motora e a evolução dos pequenos.  Além disso, uma das principais preocupações da educadora, que agora está se especializando em psicopedagogia, é que as crianças entendam o que se passa com elas, com o meio em que vivem e com as decisões dos adultos.
“Muitas vezes uma criança joga um brinquedo e isso é normal. Mas não é uma bronca que vai resolver. Na verdade, eu preciso entender o porquê ela está jogando esse brinquedo. O que tem por trás disso? Depois é preciso conversar e ir aparando certas arestas até que começamos a ver o resultado do que ensinamos”, diz Rita, que nota evoluções rápidas de comportamento, em cerca de uma ou duas semanas.
Apesar de a disciplina ser importante, ela ainda ressalta que é essencial que o adulto
tenha uma postura amável, para que a criança sinta que está tendo atenção e sendo cuidada. “Nunca devemos falar olhando de cima pra baixo. Temos que abaixar, falar olho no olho, se nivelar. Quando a criança percebe que está sendo amparada, abraçada, cuidada, a gente consegue tudo”. E não importa se a criança é bagunceira, quietinha, nervosa ou birrenta. Para a Rita, cada diz é sempre gratificante. “Na hora de ir embora, quando a criança te abraça, o sorriso que ela abre, esse é o retorno mais gratificante e mais sincero que se pode ter”, finaliza.
Rita também anuncia a realização de dois projetos que pretende realizar até o final deste ano: o Crianças Autoras, onde as crianças irão produzir um livro com sessão de autógrafos e o Curso de Educação Financeira, como uma das atividades complementares. Mas isso é apenas o começo de muita coisa boa que ainda vem por ai. 


Serviço
Espaço Cultural Pingo de Gente
Rua do Imperador, 68 – Centro
Contato: (24) 2291-1544
ecpingodegente@gmail.com


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